Para os ansiosos de plantão (e os que nem pensam em superstição), grande leva dos maiores clubes europeus já lançaram suas camisas titulares para a temporada 2026/27 – e isso que nem tivemos a final das grandes copas européias.
O primeiro a lançar foi o Bayern, provavelmente pois sua torcida estava de saco cheio daquele terrível uniforme com listras brancas em degradê, que nada tinham a ver com sua identidade.
Logo depois, os times finalistas da Champions – PSG e Arsenal – também lançaram as suas de forma oficial.


Times como Manchester United, Borussia Dortmund, Lyon, Juventus, Ajax e Celtic fizeram o mesmo poucos dias depois.






MAS POR QUE ISSO ACONTECE?
A resposta tem mais a ver com negócio do que com calendário.
Os clubes aprenderam que o lançamento antecipado gera duas ondas de venda: a primeira logo após o anúncio, alimentada pelo hype e pela novidade; a segunda na virada de temporada, quando as camisas passam a ser usadas oficialmente. Duas janelas, dois picos de receita.
Há também o fator Copa do Mundo. Com o torneio marcado para o meio do ano nos Estados Unidos, México e Canadá, as marcas precisaram reorganizar seus calendários de lançamento para não concorrer com o maior evento do futebol mundial.
O MERCADO NÃO ESPERA
Outro ponto: o vazamento virou parte da estratégia. Imagens de kits circulam meses antes do lançamento oficial — e as marcas sabem disso. Lançar cedo é, muitas vezes, uma forma de recuperar o controle da narrativa antes que a internet faça o trabalho por elas.
Para o torcedor, o resultado é uma temporada estranha: você ainda está torcendo com a camisa atual enquanto já pensa em qual cor vai usar no próximo ano. Para a indústria, é exatamente esse o objetivo.



