A Bola de Ouro tem um ganhador inédito. Na última segunda-feira (26), o prêmio realizado pela France Football fez Harry Kane se sentir em casa, onde de fato estava, e colocou o centroavante inglês de 33 anos em foco máximo no futebol mundial.
Kane se tornou o primeiro atleta sem ter a Copa do Mundo e a Champions League no currículo a ser eleito o melhor futebolista do planeta desde Pavel Nedved, em 2003. E, de quebra, passou a ser o quinto inglês vencedor da Bola de Ouro, 25 anos depois do último, Michael Owen.
Nascido na capital inglesa, Harry Edward Kane começou sua carreira no Tottenham, clube que mais defendeu, e passou algum tempo emprestado em outras equipes de menor expressão. Em 23/24 se transferiu ao Bayern, onde faturou seus primeiros títulos e, há pouco, foi eleito o melhor jogador do mundo.
O centroavante, por acaso, se tornou o primeiro patrocinado pela Skechers vencedor da Bola de Ouro. A marca líder em conquistas é a Adidas, com 31 (incluindo Messi, Benzema e Zidane), seguida por Nike (12 – Cristiano, Modric e mais), Puma (4), Cruyff e Kopa (3), Diadora e Patrick (2), Umbro, Uhlsport, Mizuno e Lotto (1)

De volta para Londres
Em sua 70ª edição, o prêmio organizado pela France Football distribuiu 13 prêmios ao todo, e Kane foi o segundo inglês a conquistar um, de quebra logo o maior, depois de Saka, que faturou o Prêmio Sócrates, de causas sociais. A dominância espanhola ficou escancarada: 8 dos 13 ficaram com nativos da Espanha.
Aliás, o prêmio contou com alterações temáticas nesta segunda-feira (26). Organizada pela France Football e pela Uefa, a cerimônia deixou o Théâtre du Châtelet, em Paris, casa das últimas seis edições, visando “ampliar a presença internacional da premiação”.
Essa não foi, porém, a primeira vez que o prêmio foi entregue na capital inglesa. Em 1956, em sua primeira edição, Stanley Matthews, então jogador do Blackpool, faturou a honraria máxima, que ainda era pouco vislumbrada, no noroeste da Inglaterra de uma forma simples, muito diferente do que vemos hoje. O prêmio, inclusive, só retornou à Grã-Bretanha neste ano em forma de homenagem.
Durante grande parte da história, a entrega era interna ou realizada de maneira intimista na sede da France Football, em Paris, com variações ao longo das décadas. Até mesmo a Torre Eiffel foi palco, em 2017, quando Cristiano Ronaldo venceu pela quinta vez.
Entre 2010 e 2015, enquanto foi unificado com o prêmio da FIFA, a Bola de Ouro era entregue em Zurique, na Suíça. O Centro de Convenções na capital suíça premiou Lionel Messi quatro vezes (2010, 2011, 2012 e 2015) e Cristiano duas (2013 e 2014).
Ganhadores inéditos tomam conta
Não se sabe onde serão realizadas as próximas cerimônias da Bola de Ouro. O que se sabe, porém, é que a “expansão internacional” certamente virá acompanhada de ganhadores inéditos, como foi o caso de Kane em 2026.
Na disputa com o centroavante inglês do Bayern estavam nomes como Lamine Yamal e Kylian Mbappé, terceiro e segundo colocado na eleição. Ambos estavam, tal qual o britânico, em busca da primeira honraria máxima da France Football.
Com a troca de gerações no esporte bretão, com nomes como Cristiano Ronaldo e Messi dando espaço a Mbappé e Yamal, ganhadores inéditos tomarão conta do prêmio daqui para frente. Tanto que, dentre os dez primeiros, apenas Messi já havia ganhado. No top 30, a mesma coisa.
Outros prêmios entregues na cerimônia também passaram e passarão por essa “remodelagem”. Apenas Alexis Putellas (melhor jogadora do mundo), Yamal (melhor jogador sub-21) e Vicky López (melhor jogadora sub-21) já haviam sido premiados individualmente pela France Football.
E a impressão que fica é que o número de honrarias também devem aumentar nos próximos anos. Em 2021, seis prêmios foram distribuídos. Em 2022, sete. Em 2023, oito. Em 2024, dez. Em 2025, 13. E, finalmente, em 2026, também 13.



