Um dos maiores génios da história do futebol mundial, Diego Armando Maradona marcou o seu último golo num Campeonato do Mundo há 32 anos. O lendário camisola 10 da Argentina disputou um Mundial pela última vez em 1994, edição que ficou marcada pela sua suspensão após um controlo antidoping positivo.
No dia 18 de junho de 1994, a Argentina defrontou a Grécia na estreia do Campeonato do Mundo nos Estados Unidos. Dentro das quatro linhas, houve espetáculo da seleção sul-americana: a equipa orientada por Alfio Basile viu Gabriel Batistuta assinar um hat-trick, enquanto Maradona marcou o outro golo na vitória por 4-0.
Em vez da tradicional camisola às riscas brancas e azul-celeste que encantou o mundo pela raça e emoção demonstradas em campo, a Argentina entrou nesse encontro com o seu equipamento alternativo, de cor azul-escura. A camisola apresentava detalhes pretos nas laterais.

Na procura do tricampeonato mundial, a seleção sul-americana chegou ao Mundial de 1994 sem grande destaque e esteve mesmo perto de ficar de fora da competição. O regresso de Maradona à seleção argentina aconteceu de forma dramática, já que foi convocado para salvar uma equipa que corria o risco de não se qualificar.
A Argentina atravessava uma crise profunda depois de ter sido goleada pela Colômbia por 5-0 no Monumental de Núñez, resultado que obrigou a equipa a disputar um play-off frente à Austrália. Perante a possibilidade real de eliminação, a pressão popular e mediática pelo regresso de Diego foi enorme, apesar de este se encontrar sem clube e a viver um período de ostracismo.
Os argentinos começaram o torneio com uma goleada, é verdade, mas essa campanha não iria muito longe. Muito por causa do que aconteceu após a vitória por 2-1 frente à Nigéria, na segunda jornada. Depois de acusar positivo à efedrina, uma substância estritamente proibida no desporto, num controlo antidoping realizado a 25 de junho, Maradona foi imediatamente afastado da competição e suspenso do futebol durante 15 meses.

Após o episódio, Maradona dirigiu duras críticas à FIFA e proferiu a famosa frase “cortaram-me as pernas”, nunca mais voltando a representar a seleção argentina em Campeonatos do Mundo. Em 1998, depois de 31 jogos em três temporadas pelo Boca Juniors, el Díos pendurou as chuteiras.




