As buscas por uma vaga na final da Libertadores começaram. De um lado, Flamengo e Estudiantes se enfrentam nesta noite de quinta-feira (15), enquanto, do outro lado, Palmeiras e Fluminense mediram forças na última quarta (14), com vantagem ao lado alviverde após vitória no Maracanã por 2 a 1.
O primeiro confronto é reincidente pela quinta vez na história da Copa Libertadores. O Rubro-Negro e o clube de La Plata já se enfrentaram em outras quatro oportunidades na maior competição interclubes do futebol sul-americano, com retrospecto acirrado.
A primeira vez que Flamengo e Estudiantes se enfrentaram na Libertadores foi em 2025, nas quartas de finais. Os cariocas vinham de uma segunda colocação no Grupo C e uma vitória contra o Internacional nas oitavas, enquanto os argentinos avançaram na liderança do Grupo A, na frente do Botafogo, e despacharam o Racing no primeiro mata-mata.
No primeiro jogo, o Fla começou avassalador no Maracanã, marcando duas vezes logo nos dez primeiros minutos, com Pedro e Varela, mas tirou o pé do acelerador e convidou os hermanos ao ataque. Léo Pereira marcou contra nos acréscimos e sacramentou o placar de 2 a 1.
Entusiasmado com a oportunidade de reverter o placar dentro de casa, diante dos hinchas, o Estudiantes foi para cima e mandou a vantagem brasileira aos ares ao marcar nos acréscimos da primeira etapa, com Benedetti. A decisão, depois do 1 a 0 no placar durante os 90 minutos, ficou para as penalidades, quando Rossi brilhou defendendo duas cobranças e classificou o seu clube rumo ao tetracampeonato.
As equipes também se enfrentaram outras duas vezes na Libertadores deste ano, ainda na primeira fase, na terceira e na quinta rodada. Em La Plata, o placar de 1 a 1 selou o empate, enquanto, no Rio de Janeiro, melhor aos rubro-negros, pela contagem mínima.
Ao todo, são 12 embates entre Estudiantes e Flamengo na história, quatro pela Libertadores e oito pela Supercopa Libertadores, uma competição já extinta. São apenas duas vitórias argentinas, cinco empates e cinco triunfos cariocas.

55 anos do último embate na Libertadores
Por outro lado, Fluminense e Palmeiras já carregam consigo um retrospecto maior de confrontos, entre Rio-São Paulo, Brasileirão, Copa do Brasil, Torneio dos Campeões da CBF, Copa dos Campeões Regionais e Libertadores. São 107 partidas entre as duas equipes, com 35 triunfos tricolores, 15 empates e 57 vitórias alviverdes.
Na última quarta-feira (14), o Fluminense martelou no Maracanã e empilhou chances contra o Palmeiras, mas esbarrou na defesa bem armada do time de Abel Ferreira e foi punido pela extrema letalidade duas vezes. No fim, Wesley Natã descontou e deu alguma esperança aos cariocas.
A última vez, antes dessa partida, que Fluminense e Palmeiras se enfrentaram na Libertadores foi no longínquo ano de 1971. Foram dois embates pela primeira fase, com um triunfo para cada lado, e sucesso alviverde no fim das contas.
Os dois clubes foram alocados no Grupo 3 da primeira fase da competição sul-americana, ao lado de Deportivo Italia e Deportivo Galicia. A decisão da única vaga à segunda fase ficou entre os brasileiros, com direito a emoção no último dos seis jogos.
Na terceira rodada, o clube carioca levou a melhor por 2 a 0. Flu e Palestra chegaram no sexto e decisivo jogo com oito e sete pontos, respectivamente. O empate favorecia o Tricolor das Laranjeiras, enquanto apenas a vitória interessava ao antigo Palestra Itália.
O Palmeiras marcou com César Maluco, Héctor Silva, na primeira etapa, e Pio, na reta final do jogo, enquanto Samarone marcou aos mandantes na ocasião. Com o triunfo por 3 a 1, o clube paulistano avançou a segunda fase, mas não conseguiu mais sucesso: com quatro pontos em quatro jogos, o Palestra ficou pelo caminho, enquanto Nacional e Estudiantes foram decidir o título, com os argentinos se dando bem.
Os quatro clubes terminam de disputar as vagas na decisão da Libertadores no meio da próxima semana. Caso duas equipes do futebol brasileiro avancem a decisão, a edição de 2026 será a terceira consecutiva, a sétima na história e a quinta nos últimos seis anos com final entre brasileiros, reforçando a superioridade canarinha no cenário sul-americano.


