Há uma seleção a mudar de equipamento a poucos dias do arranque do Mundial. Nos últimos dias antes da competição, a seleção do Haiti foi obrigada a alterar os seus equipamentos para disputar a sua segunda participação num Campeonato do Mundo, que terá lugar nos Estados Unidos, Canadá e México.
Isto acontece porque o equipamento azul original incluía uma ilustração alusiva à Batalha de Vertières, em 1803, a última grande batalha da Revolução Haitiana, travada entre o exército haitiano e as forças comandadas por Napoleão Bonaparte. Segundo a FIFA, a homenagem remete para uma cena de guerra.
A fabricante colombiana Saeta reformulou o equipamento para cumprir os regulamentos da FIFA, esclarecendo que o desenho original pretendia homenagear a luta do Haiti e não constituía uma declaração política. A equipa já tinha utilizado o equipamento em dois jogos particulares de preparação para o Mundial.

Apesar de a decisão ter surpreendido muita gente, a alteração não foi totalmente de última hora. Os grafismos oficiais da FIFA para os equipamentos das seleções já mostram o Haiti com os equipamentos modificados. A situação faz recordar o que aconteceu no Euro 2020, quando a Ucrânia foi obrigada a alterar o seu equipamento após uma queixa da Rússia. A UEFA ordenou a remoção do lema «Glória aos nossos heróis», embora tenha permitido a permanência do controverso mapa do país, incluindo a Crimeia.
O Haiti regressa ao Mundial após 52 anos para a sua segunda participação. Em 1974, a seleção caribenha perdeu os três jogos que disputou e foi eliminada na fase de grupos. Este ano, o Haiti integra o Grupo C, juntamente com Brasil, Escócia e Marrocos.




